domingo, 25 de abril de 2010

Descobrindo St. Barthelemy

Quando planejamos nossa aventura pelo Caribe não imaginávamos que o tempo passaria tão rápido. Já é hora de pensar em outra travessia e parece que foi ontem que ancorávamos em Charlotte Ville para começar nossa maratona pelas ilhas caribenhas. Tudo passou tão rápido... O prazer de conseguir realizar nosso objetivo está acima de qualquer expectativa.
Nas duas últimas semanas nossa tripulação ficou maior. Primeiro foram Juliana e Manuela e depois Heloisa e Silvio. Nosso barco ficou mais movimentado e alegre. Aproveitamos para passear bastante.
Porém tudo não foi só alegria, pois tivemos um problema de saúde. Eduardo não se sentiu bem, teve muita febre e precisou procurar um médico. Provavelmente uma virose que teve seu quadro piorado porque ele também teve uma infecção bastante complicada em um dos dedos da mão. Ele estava com o dedo machucado e se contaminou provavelmente na água do Lagoon de St. Martin quando precisou mexer com a âncora. Foram vários dias de muita febre e antibiótico, mas agora tudo já está bem. Aí nos lembramos do Fábio Tozzi quando nos alertava sobre a necessidade de limpeza com água e sabão em qualquer machucado. Mesmo com todo o cuidado a infecção veio e deu muito trabalho.
Heloisa e Silvio não deram muita sorte aqui. O tempo não estava bom nos primeiros dias que passaram conosco. Planejamos levá-los para conhecer St. Barthelemy e logo na segunda-feira, mesmo com uma previsão de tempo ruim içamos nossas velas para chegar lá. Dormiríamos em Oyester Pond. Tivemos que mudar nossos planos porque o vento estava acima de 25 nós e as ondas com mais de 2 metros, ambos contra. Ancoramos em Grand Case para dormir lá e na manhã do dia seguinte retomamos nosso caminho, mas mais uma vez decidimos não prosseguir nossa viagem e retornar à Marina Port La Royale. Aproveitamos então para conhecer Philipsburg, a capital do lado holandês, cidade que tem um comércio bem intenso e é bem interessante...






No outro dia, com uma previsão de tempo bem melhor, zarpamos em direção a St. Barts. São 16 milhas de distância que foram percorridas em 2 hs e 30 minutos de viagem. Quase sem vento tudo foi muito tranqüilo apesar das ondas serem ainda bem grandes. Atracamos no Dock da capital da ilha, Gustavia, uma cidade que logo na chegada nos encantou por sua beleza e charme....





No dia seguinte fomos pela manhã alugar nosso quadriciclo para conhecer toda a ilha. Começamos pela Baie St. Jean, um local simpático com uma bonita praia...





St. Barthelemy pertencia a Guadalupe e atualmente é independente e faz parte da Comunidade da França. Nos primeiros tempos de sua história foi colonizada pelos franceses . No século XVIII foi doada aos suecos em troca de um porto livre em Gotemburg. Em 1878 os suecos devolveram a ilha aos franceses e ela continuou a ser um porto livre. Nos últimos 30 anos St. Barth desenvolveu um intenso renascimento comercial. Com suas belas montanhas, pitoresco porto e maravilhosas praias tornou-se o destino de chics e famosos. É conhecida como a Riviera do Caribe e visitada por mega super iates. Lá vimos o veleiro do Nelson Piquet, o Pilar Rossi...


Em St. Barth visitamos Cul de Sac, onde almoçamos...


Anse de Grand Fond, um dos lugares mais lindos que conhecemos no Caribe, ideal para surfe...











Praia de Saline e Gouverneur, o paraíso para quem gosta de curtir uma praia calma com águas cristalinas. O que mais nos impressionou nessas praias foi a paz e tranqüilidade. Em todas elas não há nenhum apelo turístico: vendedores ambulantes, guardador de carros e praias lotadas. É o sossego total para quem quer curtir beleza e harmonia...





Além da beleza e charme da ilha St. Barth tem também um excelente comércio. Muitas das grandes grifes internacionais tem suas lojas aqui. Dá para a gente admirar, mas fazer compras é quase impossível devido aos preços exorbitantes. Os restaurantes também são muito bons e seus preços se equiparam aos de St. Martin. Para nós brasileiros onde o dólar e o euro são as moedas locais, tudo é sempre bem caro. É sempre mais vantajoso fazer pagamentos em dólar.
Retornamos no dia 17 pela manhã. Paramos na ilha Fourchue para um snorkelling rápido porque Heloisa estava frustrada pois ainda não tinha visto muitos corais coloridos. E não é que ela conseguiu ver alguns. Que sorte!!! Em São Barthelemy não conseguimos ir a locais com um fundo de mar bonito. Nosso retorno foi tranqüilo e deu até para velejar.Mais uma realização da Heloisa!!! A viagem foi tranqüila e atravessamos a ponte das 17:30 hs. No domingo Silvio e Heloisa nos deixaram. Como foi gostoso ter vocês aqui conosco nesses dias. Obrigada por terem vindo. Já estamos com saudades.
Mais um pouco de St. Barthelemy...









Agora é hora de trabalho, pois está chegando o dia de zarparmos para a travessia do Atlântico rumo aos Açores e há algumas coisas para serem feitas no barco. Tudo de novo: manutenção de rotina, algumas melhorias, reabastecer os porões com todos os mantimentos, encher o freezer com congelados ( Como faz falta a comidinha caseira gostosa da Quitanda Gourmet, uma pena aqui ser tão longe), enfim preparar para uma viagem que pode durar aproximadamente 15 dias ou mais. Começamos a ficar ansiosos. Da próxima vez falarei dos preparativos. Até lá....

Um comentário:

  1. Recordar é viver...uhuhuhhhuuu estou viajando novamente! Ficou ótimo o blog! Obrigado por todos estes momentos! Já estou com saudades...Lembranças a todos, bjs Heloisa

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