Elas pertencem a Guadalupe, são bem pequenas, possuem vegetação seca e montanhas com uma coloração vermelha e marron tendo em média 300 metros de altitude. A única cidade das ilhas é Bourg Des Saintes, uma pitoresca cidade muito limpa e florida com casas de telhados vermelhos no estilo caribenho com balcões e gingerbread. As ilhas foram francesas desde o inicio da colonização e sempre estiveram ligadas ao norte da França, especialmente a Britânia. Não receberam escravos africanos e os negros que existem vieram por vontade própria.
Nossa velejada até Iles des Saintes não foi muito tranqüila. Saimos de Martinique (St. Pierre) no dia 24 às 20:15 hs e chegamos às ilhas após 12 hs e 30 minutos de viagem. O mar estava mesmo só para peixes. Pegamos ventos em média de 25 nós num contravento folgado. O mar de través fazia o barco balançar bastante. Isso tornou nossa viagem bem desconfortável, mas quando chegamos valeu a pena! Que paisagem acolhedora e que paz... Um café da manhã rápido e depois descansar para recuperar as energias e depois curtir tudo o que a ilha oferece...
Praia de Pompierre
Retorno ao barco com Bourg Des Saintes ao fundo...
Ao fundo o Pão de Açucar daqui...
Nossa ancoragem ao pé do Pão de Açucar...
Em Iles dês Saintes fizemos nossa entrada nas “Leewards Islands ”, as chamadas ilhas de sotavento. Para se chegar nelas, vindo do sul, viaja-se a favor do vento. Elas se estendem por mais de 200 milhas, umas são francesas, outras holandesas e outras independentes com tradição britânica. Entre elas podemos citar St. Martin, St. Barts, Anguilla, Guadalupe e outras.
Visitar esse paraíso foi um dos grandes prazeres de nossa viagem. Só sentimos o tempo estar curto e não podermos ficar mais. Fomos a bons restaurantes e lá apreciamos uma boa comida dentro da mais pura tradição francesa. Uma pena foi não dominarmos mais o francês. Uma dica para quem pretende velejar pelo Caribe: não deixem de trazer um dicionário e aprender um pouco de francês, pois poucos falam o inglês e a comunicação fica complicada quando não se domina o idioma local. Sentimos a mesma dificuldade em Martinique. Apesar disso tudo correu às mil maravilhas. Curtimos muito a cidade. Imaginem o que é estar num lugar onde praticamente não existem carros e todos os moradores e visitantes só andam de scootter. O mar com uma cor esverdeada e transparência que a gente não cansa de admirar e à noite um céu completamente estrelado e com uma lua cheia de todo tamanho. Dá vontade de só ficar apreciando....., e sonhando... Adoramos Des Saintes

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